Menos urgências e mais prioridades



Cada vez é mais comum pessoas estarem com agendas cheias de compromissos infindáveis. Quem se identifica, levanta a mão aí?! Isso pode nos fazer seguir com o pensamento equivocado de que tudo é urgente. E quando algo é urgente requer uma solução imediata, uma pronta entrega pra ontem...


No corre-corre da vida, as urgências vão sendo colocadas à frente das prioridades, daquilo que deveria ter a primazia na nossa vida, e aqui, cada um tem que saber qual é a sua. Certo é que o que deve estar na condição de ser o primeiro em amor, tempo, ordem... como a família, Deus, a sua própria vida... vai ficando em segundo plano.


Parece que a vida vai perdendo a graça, e as pessoas, a dignidade, diante da “necessidade” que deveria ser apenas uma possibilidade de passar as urgências à frente das prioridades, geralmente nós mesmos ou aqueles que dizemos fazer parte da nossa preferência, como pais, irmãos, cônjuge, filhos, amigos...


Chega um momento que é preciso fazer a escolha de seguir com menos urgências e mais prioridades. Isso representa ser mais rico nas emoções do que no bolso, pois o contrário pode se constituir em pobreza. É investir mais no sonho e em cumprir a missão do que focar em ganhar dinheiro, sabendo que o dinheiro vem como consequência; e que essa deve ser a ordem e não a inversa.


Ao ler este texto, aproveite para refletir sobre as urgências, que sempre aparecem de última hora, e que, na maioria das vezes, roubam você das suas prioridades, e que fazem você ir fundo para resolver todas as urgências e no final do dia está exausto e frustrado por ter aberto mão das prioridades que são o que realmente trazem realização.


Escolha parar e ponderar. Escolha seguir com menos urgências, porque elas sempre vão aparecer e existir, e viver mais pelas suas prioridades. Escolher entre urgências e prioridade exige concentração, exige ter a preferência ideal para viver o seu ideal de vida, colocando cada coisa no seu lugar e as pessoas em lugares de honra. Adquirir coisas e ficar sem as pessoas não faz sentido. Contudo, o que mais vemos hoje são pessoas cercadas de muitas coisas e isoladas de pessoas.


E você, do que tem se cercado?



Francieme Costa

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